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sexta-feira, 9 de março de 2012

Instituto Claro ensina a usar tecnologias na sala de aula

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Correntes Críticas do Currículo

Calado,R.T.C*


Correntes Críticas do Currículo


RESUMO

Cada tempo há características peculiares que se conjeturam no currículo e, portanto, na forma do homem. A Escola é uma das criações aptas para colaborar para que a realidade do mundo moderno seja refletida, conscientizada e aprimorada e o currículo é um dos utensílios para isso. O Objetivo deste ensaio foi abranger as Teorias  do Currículo e seus alcances nas Tendências Pedagógicas da Educação. Por meio de uma classificação bibliográfica, foi possível abranger as percepções de homem e sociedade das teorias do currículo, chamadas Tradicionais, que visam à concepção do homem ajustado ao Sistema;das Críticas, que apontam à das Pós  Críticas, que se voltam ao nível discursivo e a formação para o convívio na diferença.

Palavras chaves: Currículo; Cultura; Formação Humana

INTRODUÇÃO

Quando se entra em contato com a história das Teorias do Currículo, especialamente a partir das obras de Silva (2004) e Silva e Moreira (2002), pode-se compreender também como a constituição desse campo de estudo, ligado, especialmente , as áreas de Sociologia e Filosofia, entusiasmou a constituição das Teorias Pedagógicas ao longo da história na área de Educação Escolar. Desse modo, este ensaio também se explica por tentar abranger de modo contextualizado os currículos propostos nas diversas Tendências Pedagógicas.
A importancia do tema reside , exatamente, em perceber currículo não como um simples instrumento da educação, mas como Moreira o entende:

" um componente social e cultural " , cuja história vincula-se aos contornos de organização da sociedade e da educação, com imbricações com o poder, com o com o controle e com oa eficácia social, não sendo "[...] um elemento puro e neutro de transmissão desinteressado do conhecimento social".
   (1997,p 9)
Para o mesmo autor , o currículo não é mais uma área unicamente técnica podendo se falar em uma espécie crítica do currículo norteada por assuntos sociológicos, políticos, epistemológicos.
O objetivo deste ensaio foi abranger as Teorias do Currículo e suas extensões nas Tendências nas Tendências Pendências da Educação. Por meio de um levantamento bibliográfico em livros, revistas e artigos.


DESENVOLVIMENTO

AS décadas de 60 e 70 foram apontadas por diversas mudanças políticas econômicas e culturais que iriam modificar categoricamente o rumo das reflexões e práticas na extensão educacional. Os movimentos de libertação das antigas colônias europeias, os protestos estudantis em diversos países do mundo, os protestos contra guerra do Vietnã , os movimentos feministas e de contracultura, liberação sexual e as lutas contra a ditadura militar, principalmente no Brasil, são marcados por Siva(2004), como alguns fatos desse tempo que põem em xeque as imagens tradicionais  e a educação. NO começo da década de 60naparecem nos EUA, Europa e também no Brasil as primeiras críticas incisivas às duas concepções de currículo antes revelados. Essas correntes são chamadas Teorias Críticas do Currículo, tendo como base especialmente no marxismo ( nas suas várias vertentes) e a fenomenologia, ainda que esta última seja concebida pelo Movimento de Reconceptualização.
Segundo Martins (1992, p 98), há duas percepções fundamentais de currrículo como:

"[...] um plano de estudos que capacita o professor a preparar e administrar o seu trabalho assim como  o de seus estudantes", enfim um projeto daquilo que precisa ser estudado; e outra concepção que enfoca o currículo." "[...] como sendo a soma total dos conhecimentos dos alunos e que são esquematizadas pela escola como uma instituição, envolvendo tanto os alunos como os professores e métodos de ensino e de trabalho."


Nas teorizações contemporâneas a respeito do currículo, nas quais se estabelecem as Teorias Pós-Críticas ou Pós-Modernas, (entusiasmada pelos Estudos Culturais e a Nova Sociologia), outros subsídios se adicionam à discussão além das demandas de classes social e superestrutura. Essas teorias, ao rejeitarem as metanarrativas características das teorias críticas, arrastam sua visão para o alcance, por meio da linguagem, dos micro contextos e das relações de pode, da edificação das identidades, das subjetividades, das diferenças e enfatizam como o currículo,percebidos como uma prática discursiva , está imbricado na construção de quem somos como pessoa. A própria palavra currículo nos dá essa grandeza. Procedente do latim, curriculum denota "pista de corrida", "caminho", "jornada", "passagem" (MACEDO, 2001;SILVA, 2004).
O currículo, percebido agora como texto, como discurso, vai colaborar para a edificação das identidades sociais que lhe sejam cabíveis, deste modo, o nível discursivo exerce um papel crucial, uma vez que o poder e a desigualdade se compõem também discursivamente. No entendimento de Neira & Nunes(2006), currículo hoje precisa ser envolvido então em duas esferas: como política curricular, como macrodiscurso, expressa as visões e os sentidos do projeto hegemônico que se quer convalidar na sociedade; e como microtexto, como na prática de sficação em sala de aula, o currículo colabora para o desenvolvimento de identidades sociais subjetividades que lhe sejam apropriadas.
A proposta de Bracht (1999) põe foco principal de sua pedagogia e de seu currículo o papel da linguagem, essa proposta parte de uma compreensão de circulação dialógica, pois o movimentar-se humano é percebido como forma de entendimento com o mundo . O sujeito, nesta probabilidade, é capaz de crítica e atuação independente, que se dá por meio do diálogo. É pelo diálogo diálogo crítico, contextualizado, que o ser humano distingue os determinantes da sociedade, das ideologias impostas , e, desse modo, é capaz de aumentar o seu nível de liberdade em relação ao mundo. Deste modo, pode-se perceber sua aproximação das teorizações freirianas.


CONCLUSÃO


Ainda que considerassem de extrema importância os questionamentos que os Pós-Modernos nos apresentam para a ideia no campo da educação, quando ressalta a diversidade cultural, a valorização da subjetividade, o discurso e o controle e o questionamento de alguns "verdades incondicionais", analisamos também que, levadas às ultimas consequencias, esse  pensamento pode  nos transportar a uma condição de imobilismo, como se a única coisa que nos restasse fosse notar o percurso "natural" da história.
É notório o valor do currículo no contexto escolar, social e cultural e, por isso tornou-se, contemporaneamente , alvo de atenção e de melhoras educativas, dado o seu valor estratégico em se tratando da continuação e da configuraçao dos indivíduos e da própria sociedade.
Por outro lado, é sucinto se atentar para o fato de que o currículo não é neutro; ao ser condução de conhecimentos escolhidos, ele se aliança ao poder, à homogeneização ou diferenciação da escola e por isso  os educadores necessitam estar alertas às suas implicações sociológicas, psicológicas e culturais quando de sua estruturação.




REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS... COLOCAREI DEPOIS...











terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Resenha Crítica do Livro de Sousa, J. M. (2000). O Professor como pessoa. Porto: Asa Editores II SA.


 Calado,M.R.T Recife /PE 2010*

O PROFESSOR COMO PESSOA.
A dimensão pessoal na formação de professores
Todos necessitam de exímios professores, ótimos técnicos de ensino, dotados de cultura e conhecimento das atividades realizadas, assim como o propósito da mesma. No entanto, ao almejar profissionais competentes, são almejadas também pessoas psicologicamente fortes, amadurecidas e realizadas, com o psicológico devidamente equilibrado.
A obra consiste no relato de uma experiência de investigação voltada para a valorização do indivíduo na formação de professores, abrindo questionamentos cabíveis ao investigador de uma área tão sensível e complexa como a das ciências sociais e humanas.
Toda a população, independente de sua etnia, modo de governo, condições, enfim, qualquer cidadão, necessitam de bons profissionais de ensino, cultos e conhecedores daquilo que fazem e dos motivos que o levaram à esta tão sábia profissão.
No entanto, vale ressaltar que para alcançarmos o profissionalismo de forma competente, é necessário que nos tornemos pessoas controladas psicologicamente, principalmente no que condiz com força, amadurecimento e realização.(Sousa ,2000)
A obra nos demonstra, desde seu início, uma importante experiência de investigação com a finalidade da valorização humana durante a formação de professores, ao mesmo passo, onde são levantadas algumas questões de cunho social e humano.
Não podemos deixar de evidenciar, principalmente, que a autora nos transmite a ligação entre o caminho intuitivo e hipotético-dedutivo do livro, onde nota-se que se vale a partir de sua carreira.
Além dos aspectos psicológicos, a autora enfatiza a necessidade de o professor acrescer cada vez mais seus conhecimentos, visto que nos dias de hoje os graus de licenciatura e determinados cursos da área são exigidos, ao invés dos cursos técnicos de antigamente.
A obra tende a nos explanar sobre a sua afetividade para a investigação, partindo-se do plano existencial, temático e institucional.  Podemos compreender simplesmente ao observar que diante da complexidade existe o desvelamento do investigador.
É transmitida a impressão de que a natureza do objeto que a direciona para a relativização e complexidade, acarretando o conhecimento do local e do singular, sem perder a visão evolutiva e sistêmica.
Diante das diferenças sociais e históricas de regiões ou locais distintos, a obra tem a capacidade de nos demonstrar as características responsáveis pela dimensão pessoal, ou seja, os aspectos na qual os professores devem se envolver.
Através de uma leitura personalizada, notavelmente contemplativa e com capacidade para interpretar o objeto, a autora demonstra a conquista da dimensão pessoal, assim como a realidade de formadores e alunos mestres de cursos de formação de professores.
É notória e concordante, a necessidade que a autora precisou para compor as teorias não tão evidentes dos intervenientes da formação. Percebe-se, então, o confronto dos formadores, naquilo que condiz com a representação dos alunos-mestres e alunos-crianças, analisando-os, desmontado-os, codificando-as, ou mesmo excluindo este código.
É de grande valia, que a autora extrai princípios que orientam uma nova prática para a formação de professores, minuciosamente discutidos em sub divisões de capítulos, alguns referenciais teóricos.
Interagindo a teoria juntamente com a prática, o livro nos demonstra que a autora conclui que o professor pode utilizar como alicerce três vertentes distintas:
1-      desenvolvimento global;
2-      cognitização;
3-      equilíbrio entre a preservação de si  e a necessidade de relação.
As duas principais categorias para a dimensão pessoal, dividem-se em conceito positivista de si e do outro, sendo que isto tende a refletir o valor real da cognitização auxilia no desenvolvimento da pessoa.
Diante deste desenvolvimento consistente em conscientização e motivação, para a reorganização da estrutura e de pensamentos, a autora denota um outro significado com relação às suas experiências já vivenciadas. Com isto, entende-se como caracterizadas três etapas percorridas pelo professor, diante da percepção como pessoa, divididas em:
- Realização, autonomia e inovação (relacionadas com a consciência de si).
- Dedicação, respeito pela autonomia do outro e empatia (relacionados com a percepção do outro, ou seja, outro aluno, colega, educador ou encarregado de educação).
Através da leitura mais aprofundada, de modo a contemplar e interpretar seu conteúdo, é possível conquistar e construir a dimensão pessoal da realidade constituída por professores e alunos mestres. É possível, então, perceber a notoriedade do conceito da dimensão pessoal dos envolvidos na área.
Mesmo com a riqueza das contribuições da pesquisa na área de atuação, não passou despercebido o enquadramento legal da situação, tampouco de estudos científicos, nos quais foram levados ao fim e à cabo, de modo sério e rigoroso, diante das esferas psicológicas humanistas, cognitivistas, além de interação e desenvolvimento.
Tornou-se então, extremamente necessária a extração de certos princípios facilitadores para a orientação a uma inovadora prática de formação de professores, a partir da discussão teórica já encontrada nos primeiros capítulos.
As teorias implícitas não conscientizadas de cada um dos intervenientes na formação são compreendidas como de suma importância para a tradução do conceito de dimensão pessoal.
Não seria possível o consenso a respeito do consenso, se não houvesse o confronto entre os formadores, com relação à representação mental, assim como a equação relativa com as representações dos alunos-mestres ou dos alunos-crianças das escolas analisadas. É notório que não seria obtido um resultado consistente sem a devida análise, desmembramento, codificação ou mesmo a descodificação das questões em análise.
Mesmo com toda a relevância das informações, diante do objeto analisado, foi de muita valia o enquadramento legal da situação. Tornou-se necessária a extração de certos princípios norteadores de uma inovada prática para a constituição de professores, após a discussão de referências teóricas desenvolvidas nos sub-capítulos, desde à negatividade do indivíduo do caixa negra, passando por pessoa como totalidade organizada, pessoa construtivista, pessoa em situação, pessoa do terreno, até o momento de chegar à pessoa humana.
Com relação à interação entre aspectos teóricos e práticos, chega-se então ao modelo teórico de desenvolvimento pessoal do professor que se atenua de modo fundamental entre três alicerces, que é o da cognitização, equilíbrio entre a preservação de si, além do equilíbrio entre a preservação de si e a necessidade de se relacionar. É óbvio que este ponto foi fundamental para a compreensão de tal desenvolvimento.
As duas notáveis categorias refletem o peso que a cognitização possui para o desenvolvimento pessoal do professor.
Diante de tal desenvolvimento efetivado de forma conscientizada e motivada, findada como uma reorganização do campo das estruturas e esquemas de pensamento é o que faz atribuir um novo significado para as experiências vivenciadas pelo indivíduo em questão, diante do pressuposto de 3 etapas percorridas pelo professor diante das três categorias, divididas em realização, autonomia e realização, naquilo que condiz com a consciência em si, dedicação, respeito pela autonomia de outrem e empatia. Esses aspectos no caso demonstram a relativa percepção do outro, seja outro aluno, colega, formador ou encarregado de educação.
Como aspecto relevante também, há de considerarmos de construção da teoria jamais se desligou da formação de formadores, tampouco do processo de verificação e prova, levando em consideração todo o detalhamento da teoria proposta.
Por fim, a leitura nos transmite a importância e a relevância com relação à  formação de professores. Ao passo que um indivíduo receba a incumbência de educar outrem, é de grande valia que este possua uma força psicológica e um equilíbrio emocional intenso, além de possuir um espírito exímio de pesquisa e novos conhecimentos.
Informações sobre a autora
Jesus Maria Sousa¹ é Doutora pelo Centre d’Etudes ET de Recherche em Sciences de l’Éducation (CERSE), da Universidade de Caen, e Mestre em Educação, na área de Análise e Organização do Ensino, pela Universidade do Minho. Com largos anos de experiência na formação de professores, como Orientadora de Estágio e Orientadora Pedagógica, é atualmente Presidente do Departamento de Ciências da Educação da Universidade da Madeira.
É Avaliadora Externa do curso de Educação da Universidade de Limerick. Faz parte do Reseach and Development Centre 19 da association of Teacher Education  in europe (ATEE), trabalhando sobre “Pespectives on Curriculum in Teacher Education”, e é membro do bureau Provisoire para o lançamento da Société Europénne de Recherche em Ethnographie de l’Éducation, com sede em Lecce, Itália(...)Do Livro de: Jesus Sousa.

Referências da Resenhista
*Márcia Rosane Tenório Calado é Aluna em Ciências da Educação - Inovação Pedagógica, Especialista em Gestão Escolar. É Atualmente Professora da Rede Estadual de Educação de Pernambuco – Secretaria de Pernambuco – SE/PE na função de Professora Multiplicadora de Laboratório de Informática Educativa e Analista, em Gestão Educacional na Equipe Pedagógica da Gerência de Inclusão Digital - PE pela Secretaria de Ciência e Tecnologia.(SECTEC - PE).
















domingo, 8 de janeiro de 2012

Inclusão Digital

 Inclusão Digital


  Calado,M.R.T*

Devido ao incômodo provocado pela circunstância de exclusão digital de grande parte da população, acredito na importância fundamental da educação a distância para possibilitar que uma significativa parcela de habitantes, distantes dos grandes centros urbanos do Estado de Pernambuco, possa ter acesso  a educação formal , sendo excluídas nos processos de ensino-aprendizagem, participando, assim, dos meios de e técnicas que as novas tecnologias propiciam para uma melhor colocação no mercado de trabalho.

Aposto na modalidade de EAD para estudantes, jovens e adultos(inclusive os da boa idade). Isto significa inclusão, oportunidade, resgate da auto estima , além do aprendizado e do crescimento pessoal. Os Cursos EAD promovem , sobretudo, a inclusão digital e social, ferramenta necessária para qualificação do futuro profissional. No desejo de mudar essa realidade de exclusão, sonho com a criação de vários cursos a distancia de educação digital gratuitos e com boa conexão de funcionamento seja em qualquer plataforma, pois alguns dos nossos jovens nem sequer têm condições ainda de possuírem computadores pessoais e que tenham boa conexão em suas residências.

Mudar o quadro atual é de vital importância para nosso Estado, que receberá a Copa Mundial em 2014 e as Olimpíadas em 2016, devido a necessidade de ter mais e melhores profissionais qualificados. Assim, considero relevantes os cursos oferecidos pelo GOV/MEC (Alô Turista),SECTEC-PE(Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, SEE-PE (Secretaria Estadual de Educação),SENAC,SENAI e SEBRAE e outras instituições : eles visam proporcionar uma melhor formação para os habitantes de todos estados e, principalmente para nossa região Nordeste.

Não podemos, entretanto, menosprezar os obstáculos entraves que ocorrem na implantação desses cursos, como não podemos desconsiderá-los emde nossas vidas. Mas pelo que percebi até agora, já avançamos muito e a situação tende a se aperfeiçoar cada vez mais nos cursos e ambientes virtuais de aprendizagem. É necessário pois ter em mente a sábia advertência: "Apontar os erros e criticar é fácil...Difícil é indicar os caminhos."


* Educadora e Aluna em acesso ao Mestrado em Ciências da Educação-Inovação Pedagógica; Especialista em Gestão Escolar; Atuei na GEDH-UEEI_SEE_PE; Atua desde 1980 na Rede Estadual de Educação de PE no LIE(laboratório de Informática Educativa) exercendo a função de Professora Multiplicadora e Analista em Gestão Educacional na equipe Pedagógica da Gerencia de Inclusão Digital da SECTEC-PE(Secretaria Estadual de Ciência e TEcnologia de PE) desde 2008.